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“Homossexualidade e resistência no Estado Novo”: novidades do nosso novo livro

Temos novidades sobre o nosso novo livro, “”Homossexualidade e resistência no Estado Novo””, de Raquel Afonso, e são grandes novidades!
O livro encontra-se pronto e iniciará nos próximos dias o seu processo de distribuição comercial!

Poderá adquiri-lo em breve através do nosso site ou nas melhores livrarias do país.

O prefácio é assinado pela Dra. Paula Godinho, docente de Antropologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigadora do Instituto de História Contemporânea.
Diz a Dra. Paula Godinho, no prefácio: “Resgatar as memórias «fracas», não oficiais, subterrâneas, escondidas, interditas, no sentido que lhes atribui Enzo Traverso, é um dos objectivos conseguidos neste livro.”

Mas as novidades não se ficam por aqui. A Sessão de Lançamento do livro está agendada para a Biblioteca Municipal dos Coruchéus, em Lisboa, para o dia 16 de Novembro, sábado, pelas 15h30.

Nesta investigação, que cruza uma recolha exaustiva de testemunhos reais a um sólido trabalho científico, aborda-se a visão da homossexualidade durante o salazarismo. Numa síntese perfeita de História e Antropologia, visitamos o Estado Novo nos seus parâmetros estatais, a partir de três eixos centrais e que fazem o seu fundo científico: a diferença de tratamento devido à classe social; o eixo do não-dito, e a visão da sexualidade a partir da referência do masculino.

Diz a autora, Raquel Afonso, investigadora integrada do IHC-NOVA e doutoranda em Estudos de Género (ISCSP/NOVA-FCSH/NOVA-FD:

“Este é um estudo que pretende ligar a investigação académica à sociedade e aos movimentos cívicos. Este é um livro de memórias. Procurou-se dar voz a quem não conseguia expressar-se. Procurou-se compreender uma parte da Ditadura que tem sido muitas vezes relegada para a sombra. Aqui, procurou-se desconstruir um tempo pretérito, do qual pouco se sabe e pouco se fala em Portugal. Não porque se queira ficar «agarrado» à história, porque há futuro, mas porque é necessário conhecer o que está para trás para se poder caminhar para a frente.”

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